Pague dois, leve um

13/05/2009

Lá nos idos de março estive em Porto Seguro, numa viagem bancada pela sogrinha. Era uma dessas promoções de resorts, “pague um, leve dois”. Ela decidiu “pagar três e levar seis”, e assim lá fomos eu, namorado, cunhada, concunhado, sogra e prima do namorado. A prima, além disso, levou os pais. Uma festa ambulante, portanto! Tudo transcorreu muito bem, até que, no último dia, me deparei com aquela maldita sina que acomete praticamente qualquer cidadão ou consumidor, ao menos neste país: o desrespeito aos nossos direitos.

Eu precisava me conectar à internet, pra poder pagar o aluguel que tinha me esquecido de acertar antes. Havia um computador disponível para os hóspedes. Mas somando o fato de ele ser apenas um – bem concorrido por sinal – à falta de segurança de se efetuar pagamentos via computadores de uso público, decidi usar a conexão wi-fi do hotel, já que a prima tinha levado um notebook.

“A diária é de 20 reais”, me informou o recepcionista. Falei “beleza” e peguei os dados necessários para me conectar. Fui lá pro quarto da prima, paguei minhas contas e pronto. Isso era por volta das 20h do dia 5. No dia seguinte, me lembrei que tinha conexão até mais ou menos as 20h. Fui ver emails, outras pessoas viram emails, demos umas navegadas pra ver qualquer coisa… e desligamos. Passaram-se os dias e chegou a hora da partida, no dia 9. A sogrinha ficou lá uma meia hora pagando a conta, e quando terminou deu a notícia: cobraram duas diárias de internet!

Fui lá resolver, afinal eu tinha contratado o serviço e era eu quem ia devolver o valor à sogra.

– Oi, Vítor, acho que houve um engano, pois eu só contratei um dia de internet.
– Mas consta aqui que a internet também foi usada no dia seguinte.
– Sim, mas não depois de 24 horas.
– A cobrança é feita por cada dia. Se você usou no dia seguinte, paga dois dias.
– Mas não era isso que você tinha falado!
– Acho que foi isso que eu falei, pois é assim que é.

A conversa foi mais ou menos essa. Eu insisti que ele havia me dado uma informação incorreta e que, por isso, eu tinha direito de pagar somente uma diária. Ele me deixou plantada lá 20 minutos, enquanto aparentemente conversava com algum responsável dentro da salinha atrás do balcão. Voltou, e ficou ali, atendendo outras pessoas e tal. Quando eu perguntei “e aí?” ele respondeu deslavadamente “é isso mesmo, não tem como fazer o estorno”.

No fim das contas, a gerente nem estava lá e eu peguei um cartão do hotel, anotei o nome dele e prometi vingança. Não com essas palavras, claro. Ah, também sugeri que, para evitar abusos como este, fizessem um pequeno contrato com os termos do serviço.

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Uma resposta to “Pague dois, leve um”

  1. Cella Says:

    justiça foi feita???


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