Em busca da memória

28/05/2009

memoria

Neste breve texto, já falei que o computador não, não está funcionando. Ao chegar em casa da oficina e ligá-lo, tive minha primeira frustração. O dito técnico sequer tinha feito as atualizações do Windows. Ou seja, eu tinha em mãos um Windows de 2002 que, é óbvio, me era inútil. Não era possível nem mesmo instalar o antivírus recém adquirido em um Windows 2002. Muito menos a última versão do iTunes, para eu colocar um pouco de música na minha vida.

Fiquei baixando as atualizações durante uma tarde. Findo o período, o computador parou de funcionar. Voltou a me proporcionar tédio, cada vez que eu clicava em um ícone, na expectativa de por exemplo abrir o navegador de internet ou o editor de texto ou, ainda, desligar o equipamento. Fiquei, claro, bem pê da vida. Afinal, o técnico, quando me entregou a CPU, falou exatamente assim: “o computador está ótimo”.

De qualquer forma, pensei que com mais memória isso poderia se resolver.

Passados alguns dias, fui à Santa Ifigênia, que é a rua no Centro de São Paulo onde se encontra equipamentos de informática por preços mais baixos. Na primeira lojinha, perguntei se tinham uma memória DDR. O sujeito me olhou com cara de “claro que não”. Ainda tirei da bolsa a memória que veio no computador. Então ele falou que não, não tinha, e que dificilmente eu iria encontrar esse modelo, pois era muito “antigo”.

Quando, na segunda loja, me falaram a mesma coisa, me dei conta de que não estava disposta a ficar batendo de porta em porta, por conta da falta de responsabilidade dos fabricantes de equipamentos eletrônicos e afins, ao não garantir a oferta de peças de reposição por um período razoável (artigo 32 do Código de Defesa do Consumidor). E do serviço meia boca do técnico, que não resolveu o problema.

Portanto, levei a CPU de volta a ele, perguntei se aquilo seria mesmo resolvido pelo aumento da memória, e o técnico falou que ia averiguar. Uns dois dias depois ele liga com a seguinte informação: não tenho a memória. Isso mesmo, ele não tem a memória! Aquela que ele queria me vender, na verdade ele não tem. “Naquela época eu tinha”. Sei. Aí, sabe o que ele me propôs? Comprar uma nova CPU.

-Hahahahahaha-

Só pode ser piada. Ah, e no fim das contas ele até achou uma memória no modelo requerido. Por R$ 250.

-Hahahahahaha-

É uma história muito longa, não? Vou resumir a próxima parte: troquei uns dez emails com a Dell, pedindo que eles me arrumassem uma memória. No último, me falaram que eu tinha que ligar pro atendimento da empresa. Depois de cerca de 40 minutos pendurada, em duas ligações (na primeira desligaram na minha cara), a resposta foi: a Dell não possui mais nenhuma peça para esse modelo. E não, não pode indicar nenhum fabricante ao qual eu possa recorrer.

No momento, ainda estou tentando ver se alguma boa alma por acaso tem uma memória dessas em algum canto esquecido do armário. Bem difícil, né? Só para não dizer que não tentei.

O próximo passo é pedir meu dinheiro de volta lá onde eles “consertaram” o computador. Provavelmente não será muito fácil, como já deu a entender o técnico de meia tigela. O Procon e o Juizado Especial Cível (JEC) estão aí para isso. Basta que eu encontre a nota fiscal (céus, onde foi que eu guardei mesmo?!).

*Obs: Para saber um pouquinho sobre o JEC, recomendo a leitura deste texto: Vá à Justiça sem precisar de advogado, publicado ontem no blog Advogado de Defesa, do Estadão. A maioria das causas atendidas nesse fórum é relacionada a direitos do consumidor.

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9 Respostas to “Em busca da memória”

  1. Gisa Ferreira Says:

    Compra um MAC, Élis!!! Rsrs. Parabéns pelo blog, muito bacana sua iniciativa. Sou revoltada também com o desrespeito aos nossos direitos e brigo por eles! Estarei sempre por aqui. Beijos!

  2. Bokão Says:

    Elisa;

    Achei uma loja em Goiânia que TALVEZ possa resolver seu problema. Anota o número aí: 62 3285.3425.

    Beijos e boa sorte.

  3. Bela Says:

    Oi Elisa,

    Sorte aí com a sua máquina, viu? E bem-vinda ao mundo dos blogs.

    Beijos,

    Bela

  4. Humberto Says:

    eu fiquei com dó da loja, que terá que enfrentar a ira de Elisa França Almeida!!! :-D

    vê se nesse itunes coloca um Hermanos… :-)

    Beijos!

  5. Ememrson Kran Says:

    Oiiiii Elisa!!!

    Que legal seu Blog. Certamente estaremos conectados. Há duas semanas tivemos o assunto Consumo Sustentável em nosso programa. Tamo aí pra juntar e somar. Veja nosso Orkut: Conexão Ambiental. Beijos…

    Nosso e-mail: conexaoambiental@gmail.com

  6. Juliana Says:

    Oi Elisa,

    Parabens pelo blog. Li o texto sobre a memoria e me identifico muito com o que voce escreveu. Tambem tinha um computador antigo enquanto morava em Piracicaba, que vivia no conserto. Pelo menos o meu tecnico era gente boa e gravava uns cds do Elvis.

  7. CHICUTA Says:

    OI ELISA! PARABÉNS PELO BLOG. A CHICUTA ESTÁ ORGULHOSA!É A PRIMEIRA VEZ QUE ENTRO EM UM. oLHA, E SE VC COMPRASSE UM COMPUTADOR NOVO? NÕ É UM BOA IDÉIA? HAHAHA BEIJOS


  8. […] já mencionado em textos anteriores (como este ou este), JEC é a sigla do Juizado Especial Cível – antigo Juizado de Pequenas […]


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