Lojas “Cem noção”

17/06/2009

escrivaninhaO texto abaixo é uma contribuição da minha amiga e ex-companheira de trabalho Mônica Ramos, que se gradua em jornalismo no fim deste ano e que é ímã de casos como esse!

“Foi sexta-feira, dia 29 de maio. Esperava, esperava e nada. Então, peguei o telefone. 103, auxílio à lista.

– Lojas Cem, Franco da Rocha.
– Alô, Ângela? Aqui é a Mônica, comprei uma escrivaninha ontem, lembra? Você disse que ela chegaria hoje de manhã, mas já é quase meio-dia…
– O entregador já saiu. Deve estar chegando.

Antes de sair para trabalhar aviso a minha irmã sobre a entrega. No meio da tarde, falo com ela pelo msn. “Chegou?”, “não”. Repito a pergunta mais vezes durante o dia e a resposta não muda. Por volta das 5 da tarde, decidi ligar novamente na loja.

– Oi, Ângela, é a Mônica de novo. Minha escrivaninha ainda não chegou.
– Chegou, sim. O entregador disse que deixou com um rapaz.
– Não tem nenhum “rapaz” na minha casa!
– Ah, o entregador falou que não tinha ninguém na sua casa e por isso deixou com um rapaz que disse que te conhecia, que mora lá perto.

Claro que tinha gente! E outra: não pedi pra deixar com nenhum vizinho! Discussão vai, discussão vem…

– Ok, você sabe pelo menos com quem o entregador deixou?
A resposta foi “não”.

Muito irritada com a situação bizarra, telefonei para casa para confirmar se o móvel não havia chegado mesmo. Afinal, se algum vizinho tivesse recebido, já deveria ter avisado. “Não.”

Ligo de novo para falar com a vendedora. Ela, novamente, diz que o entregador deixou com “um rapaz”, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo! Irritada, peço para falar com o gerente. Quem me atende é o subgerente, Manoel.

A conversa não foi muito diferente. Ele só soube me dizer para eu checar se não estava com nenhum vizinho. “Que ótimo! Compro uma coisa, dou o endereço da minha casa para entrega e depois tenho de sair batendo na porta dos vizinhos para saber se eles receberam!”. Mesmo diante da situação absurda, pedi que minha mãe checasse com os mais próximos. Não estava com ninguém.

Telefonei mais uma vez e só pude me irritar com a incapacidade do subgerente de tomar qualquer medida para resolver o meu problema. Após eu muito pressioná-lo, ele disse que falaria com seu superior e me ligaria no dia seguinte, pois estava tarde e ele não poderia fazer nada àquela hora.

Desliguei o telefone e decidi que iria à loja assim que possível. “Se não me providenciarem outra escrivaninha imediatamente, vou cancelar a compra”, pensei. Mas já imaginei também a dor de cabeça que provavelmente teria: cobranças indevidas, discussões, Procon etc. Não chegou a tanto. Mas o fim da história foi ainda mais estranho.

No sábado, estava na aula de inglês quando o celular tocou. “Sua escrivaninha chegou, quem entregou foi o seu Valdemar”, “quem?”, “um senhor que mora no fim da rua. Disse que é tio da vendedora e que deixaram o móvel na casa do vizinho dele”. Que maluquice!

Cheguei à minha casa e lá estava a escrivaninha no quarto, onde deveria estar desde a manhã anterior. Apesar de ter, finalmente, recebido o produto, pensei que merecia uma explicação sobre o que, afinal de contas, havia acontecido. Na terça-feira, mandei um e-mail para o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) das Lojas Cem reclamando do ocorrido e destacando, principalmente, que, até então, ninguém da loja havia me ligado sequer para saber se eu tinha recebido o móvel.

No dia seguinte me liga o Lauro, gerente da rede em Franco da Rocha. Me pediu desculpas pelo ocorrido e disse que “entendia, por um lado” a minha reclamação. Como se só por ter recebido a escrivaninha eu devesse estar satisfeita!

Ele me disse que a vendedora mora na mesma rua que eu, com o tio, e por engano colocou o número da residência dela no endereço de entrega. Daí a confusão. “OK, erros acontecem. A questão é que a loja não tomou nenhuma providência para revolver o meu problema”, rebati.

Depois de mais um blablablá e pedido de desculpas, o gerente perguntou se estava tudo certo com o móvel. Falei que ele estava meio bambo e ele garantiu que mandaria um montador para averiguar. E não é que, dois dias depois, ele mandou mesmo! Reclamar ao SAC às vezes funciona. Mas depois de tanta confusão, prefiro evitar outra compra nas Lojas ‘Cem noção’.”

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2 Respostas to “Lojas “Cem noção””

  1. Jairo Says:

    Também sou cliente das Lojas Cem a vários anos, pra não dizer décadas, mas, o que gosto é que eles sempre resolvem os problemas. Tem outras lojas do tipo Casas Bahia, Magazine Luisa, Marabraz que não adianta ligar e bater o pé que eles não tão nem aí pra vc. Já passei por experiências ruins com essas outras e só posso dizer que a Cem é a que mais me satisfaz até o momento, tanto em atendimento, quanto em preço e juros, que é o principal, pra nós pobres trabalhadores.
    Fico feliz que vc tambem teve seu problema resolvido.
    Portanto, vale lembrar: a Cem pode não ser excelente, mas, é acima da média e melhor que as outras, na maioria das vezes.

  2. nosconsumimos Says:

    Cada consumidor tem sua própria experiência com os fornecedores. Mas entregar o produto na casa errada é bem grave! E o pior é que as Lojas Cem não se preocuparam em resolver o problema, que afinal se resolveu por si só.


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