Tudo terminou em… cabelo

24/09/2009

Da próxima vez, peça uma escova, e não uma pizza!

Da próxima vez, peça uma escova, e não uma pizza!

“No dia 4 de setembro, após a missa de 7º dia do falecimento do meu irmão, eu, meu marido, meu filho e a namorada, fomos à pizzaria Originale (em Goiânia) – não conhecia ainda. Escolhemos um bom vinho e pedimos uma pizza grande, massa fina, dois sabores.

Ao colocarem os pratos com os talheres sobre a mesa, fui premiada com um prato branquinho, uma faca aparentemente limpa e um garfo com cobertura de chocolate. Um garfo com cobertura de chocolate sobre um prato branquinho só um cego não veria. Mas, em tempo, levantei o garfo para o garçom, que providenciou outro, ‘aparentemente limpo’.

Terminamos o vinho, terminamos a pizza, mas não terminamos nossa fome – outra pizza, por favor. Grande, pois a massa muito fina não deu sustância. Mas era melhor que continuasse sendo fina, já que era a segunda remessa, afinal temos que manter a forma.

Na metade da primeira fatia da segunda pizza, notei um trincado, de um lado a outro, no prato do meu marido. Olhei distraidamente, achei estranho, mas não interrompi o nosso assunto interessante por causa disso. Ao vê-lo cortar um pedaço da pizza no prato, notei que o trincado se mexeu… epa! Levantei aquele longo fio preto que, infelizmente, não pertencia a nenhum de nós quatro, pois só tinha uma pessoa de cabelos longos à mesa – loiríssima.

Chamamos o garçom, mostramos-lhe o fio de cabelo, naquele momento sobre o pedaço de pizza não comido. Ele imediatamente recolheu os pratos e a pizza grande da qual tínhamos retirado apenas seis fatias e um fio de cabelo preto. Pedimos a conta. E ela veio: vinho, água, DUAS pizzas grandes (não cobraram o fio de cabelo). E acrescentaram: na cozinha todos usam touca.”

Esse relato é da minha querida mãe. E esse problema é chamado “vício do produto”, de acordo com o artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). O vício, segundo a lei, torna os produtos duráveis ou não-duráveis “impróprios ou inadequados ao consumo”.

É bem compreensível que minha mãe não estivesse no espírito para reivindicar seus direitos – ou seja, para não pagar a pizza “viciada” (ah, se eu estivesse lá…). Mas, pelo jeito, ela não guardou a nota fiscal, então não vai dar pra pedir o dinheiro de volta. Só pra isso voltaríamos à Originale, não tenho dúvida!

Pior do que o cabelo na pizza foi sua falta de respeito com o consumidor, ao não assumir sua responsabilidade. E, ainda pior, ao dar descrédito às alegações dele. Pois ao dizer que todos na cozinha usavam touca, estavam querendo dizer que era impossível que o cabelo fosse de funcionários da pizzaria. Ou seja, estavam dizendo que o cabelo só poderia ser do consumidor! (Porque, se fosse de outro cliente ou do frentista, ainda assim seria responsabilidade do estabelecimento).

Em tempo: em casos como esse, se tiver interesse em exigir seu dinheiro de volta, é importante que o consumidor o faça em até 30 dias. É o prazo estabelecido pelo artigo 26 do CDC, quando o produto em questão é não durável. Para os duráveis, o prazo é de 90 dias.

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2 Respostas to “Tudo terminou em… cabelo”


  1. Nem se fosse meu marido quem estivesse comendo a pizza sozinho.

    Ele é careca!!!!

    É um absurdo, um desrespeito. abraços

  2. Lúcia Nascimento Says:

    Pior que o cabelo é eles ficarem argumentando que não têm culpa. Revoltante!


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