É isso aí, coloco abaixo a resposta da Doce Doce, sobre a retirada das árvores que amenizavam o calor e melhoravam a vida de quem passava na sua calçada, na rua 9, setor Oeste, Goiânia.

Prezada Elisa:
É com muita honra que recebemos seu e-mail, e nos sentimos orgulhosos em contar com você como nossa cliente.

Infelizmente, com relação às duas árvores que ficavam em frente à loja da Rua 9, nos vimos obrigados a pedir à Prefeitura de Goiânia que fizesse uma avaliação quanto ao estado das mesmas, pois temíamos que elas já não estavam tão saudáveis como antes e temíamos que, com a chegada dos meses chuvosos, poderia ocorrer alguma catástrofe com a queda das mesmas, pondo em risco a vida de nossos clientes e parceiros.

Para a nossa tristeza, o agrônomo que nos foi enviado confirmou a nossa suspeita, e imediatamente enviou uma equipe que fez a retirada das mesmas.

Sabendo da importância que o verde tem em nossas vidas, pretendemos, assim que possível, substitui-las por outras tão belas quanto aquelas.

Agradecemos sua preocupação e esperamos uma visita sua o mais breve possível, pois são pessoas como você que faz o sucesso da Doce Doce Confeitaria.

Um grande abraço da
Família Doce Doce

Pra quem quiser dar uma força e apoiar o plantio das novas árvores, o email é este: docedoce@brturbo.com.br

Obs: E o que as árvores da calçada de uma confeitaria tem a ver com um site de consumo? Sempre podemos boicotar aqueles fornecedores que agem contra aquilo que acreditamos, não é?!

Será que eles sabem que, sem árvores, a cidade fica bem pior?

Faz tempo que comecei a gostar de árvores, sem dúvida aprendi com minha mãe e minha avó, que tem um lindo viveiro na chácara.

E fico muito preocupada quando derrubam árvores. Foi o que aconteceu recentemente na calçada da primeira loja da confeitaria Doce Doce, no setor Oeste, em Goiânia. Tiraram duas delas de cena.

Mandei hoje a seguinte mensagem para o email que me informaram quando telefonei lá (docedoce@brturbo.com.br):

Prezados/as srs./sras.,

Sou cliente da Doce Doce há muitos anos e simplesmente amo seus produtos, principalmente os salgados — a coxinha e o enroladinho de queijo, em especial. Morei um tempo fora de Goiânia, e agora me mudei pra perto da unidade 1 da Doce Doce, na rua 9, e sempre passo na frente da loja.

Recentemente, senti falta de duas árvores que ficavam na calçada de vocês. Como dou muita importância à vegetação na nossa cidade, que é tão quente e prescinde do verde, estou escrevendo com o intuito de perguntar, como consumidora, o que houve com elas. Estavam doentes? Estavam caindo? Vocês pretendem plantar novas árvores no lugar dessas que foram retiradas? Essas futuras árvores oferecerão uma boa sombra?

Espero contar com a sensibilidades de vocês, que fazem salgados e doces tão gostosos, para a importância das árvores, seja para embelezar; seja para consumir dióxido de carbono (CO2) durante seu desenvolvimento; seja para equilibrar a temperatura da calçada, da loja, do asfalto e do ar; seja para contribuir para o regime de chuvas e para servir como ponto de absorção de águas pluviais.

Aguardo sua resposta. Desde já, muito obrigada.

Atenciosamente,

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Elisa Almeida França
www.nosconsumimos.wordpress.com

Enquanto o avião deveria estar indo...

... ele estava voltando!

Uma verdadeira palhaçada! Do que mais poderíamos chamar o seguinte?

Eu e meu “namorido” nos mudamos recentemente pra Goiânia. Ficamos longe da minha sogra e da minha cunhada, que, ao menos por enquanto, continuam morando em Campinas (SP). Assim, fiz uma campanha, antes de me mudar, pra que elas viessem em breve nos visitar. Achei que uma vinda logo de cara ajudaria a diminuir a distância. Além disso, a Gol estava com ótimos preços.

O problema é o serviço que eles oferecem. Ah, mas que servicinho!

Pra começar, olha que droga esse trajeto: Campinas-Belo Horizonte-Brasília-Goiânia. Mas tudo bem, elas decidiram encarar. Acordaram às CINCO DA MANHÃ, pra estarem a tempo no aeroporto e pegarem o vôo (desobediência ao acordo ortográfico) das 6h35. A previsão de chegada a Goiânia era para as 13h30… Só para comparar: um vôo decente – isto é, direto – levaria menos de uma hora e meia.

Em BH, o que era pra ser uma conexão chata virou uma surpresa muito mais desagradável. Lá pelas tantas, chamaram sogra e cunhada pelo alto-falante. O intuito era informá-las que o vôo (definitivamente, me recuso a esquecer o acento! Pelo menos aqui no blog) para Brasília, a segunda conexão, havia sido cancelado por “mau tempo”. Só se esqueceram de avisar que o mau tempo, na realidade, era o que eles estavam fazendo no dia das duas. Péssimo tempo!

Avisaram que iam colocá-las em outro avião. Mal sabiam sogra e cunhada o que a Gol estava armando pro lado delas. Eis a surpresa: foi só quando elas embarcaram no vôo substituto que ficaram sabendo… o destino era São Paulo (Congonhas)!!! Depois de se descabelarem, discutirem, exigirem ao menos que as pusessem em uma nova aeronave o quanto antes – já que já haviam sido mandadas quase de volta pro lugar de onde haviam partido, pior ainda, sem seu consentimento ou sequer anuência, aparentemente – lhes restava aguardar. Quando chegaram a Goiânia, eram quase 16h. Programão, hein?

Se a empresa vende uma coisa e entrega outra, podemos dizer que houve descumprimento da oferta (artigos 6º, VI, e 35 do Código de Defesa do Consumidor) e vício de qualidade do serviço (artigo 20). Também houve, ao que tudo indica, vício de informação (artigo 31).

E quando o fornecedor omite uma “informação relevante” sobre as características do serviço, como parece ter acontecido, está cometendo um crime (artigo 66), que prevê inclusive prisão de até um ano para os responsáveis. Mas alguém aí já viu um fornecedor ser preso por desrespeitar o consumidor?

Certas pessoas queridas minhas gostam de dizer como preferem as empresas privadas ao poder público. Afinal, segundo elas, se um fornecedor pisa na bola, você pode recorrer a outros. Só que, pelo que me parece, são inúmeros os exemplos de setores em que não adianta mudar. Você acaba caindo sempre nos mesmos golpes, com maiores ou menores variações. Internet e bancos são dois deles – mas isso já é assunto para outro(s) post.

No caso em questão, a única alternativa seria a Tam. Eu até acho que o serviço dela seja melhor mesmo que o da Gol. Mas ninguém me garante que, com ela, estejamos imunes a esse mesmo tipo de cagada. Por overbooking, eu já passei. Mesmo que recorrente, essa também é uma prática ilegal (artigo 35, mais uma vez).

Lixo de remédioBoa pergunta. Ninguém sabe muito bem a resposta, ao menos neste país.

Os medicamentos que jogamos no lixo comum representam riscos, sabia disso? Eles podem tanto ir parar nas mãos de outras pessoas – já que no Brasil ainda é comum haver quem busque nos resíduos seu ganha-pão – quanto contaminar o solo, a água e os animais. As consequências podem ser catastróficas, especialmente no longo prazo.

Pelo mundo afora, as discussões sobre o assunto ganham força, mas no Brasil a questão parece ainda não ocupar o espaço necessário.

Fiz uma matéria sobre esse tema para a revista Problemas Brasileiros, publicada pelo Sesc e o Senac. Vai lá!