Gol contra… o consumidor

18/11/2009

Enquanto o avião deveria estar indo...

... ele estava voltando!

Uma verdadeira palhaçada! Do que mais poderíamos chamar o seguinte?

Eu e meu “namorido” nos mudamos recentemente pra Goiânia. Ficamos longe da minha sogra e da minha cunhada, que, ao menos por enquanto, continuam morando em Campinas (SP). Assim, fiz uma campanha, antes de me mudar, pra que elas viessem em breve nos visitar. Achei que uma vinda logo de cara ajudaria a diminuir a distância. Além disso, a Gol estava com ótimos preços.

O problema é o serviço que eles oferecem. Ah, mas que servicinho!

Pra começar, olha que droga esse trajeto: Campinas-Belo Horizonte-Brasília-Goiânia. Mas tudo bem, elas decidiram encarar. Acordaram às CINCO DA MANHÃ, pra estarem a tempo no aeroporto e pegarem o vôo (desobediência ao acordo ortográfico) das 6h35. A previsão de chegada a Goiânia era para as 13h30… Só para comparar: um vôo decente – isto é, direto – levaria menos de uma hora e meia.

Em BH, o que era pra ser uma conexão chata virou uma surpresa muito mais desagradável. Lá pelas tantas, chamaram sogra e cunhada pelo alto-falante. O intuito era informá-las que o vôo (definitivamente, me recuso a esquecer o acento! Pelo menos aqui no blog) para Brasília, a segunda conexão, havia sido cancelado por “mau tempo”. Só se esqueceram de avisar que o mau tempo, na realidade, era o que eles estavam fazendo no dia das duas. Péssimo tempo!

Avisaram que iam colocá-las em outro avião. Mal sabiam sogra e cunhada o que a Gol estava armando pro lado delas. Eis a surpresa: foi só quando elas embarcaram no vôo substituto que ficaram sabendo… o destino era São Paulo (Congonhas)!!! Depois de se descabelarem, discutirem, exigirem ao menos que as pusessem em uma nova aeronave o quanto antes – já que já haviam sido mandadas quase de volta pro lugar de onde haviam partido, pior ainda, sem seu consentimento ou sequer anuência, aparentemente – lhes restava aguardar. Quando chegaram a Goiânia, eram quase 16h. Programão, hein?

Se a empresa vende uma coisa e entrega outra, podemos dizer que houve descumprimento da oferta (artigos 6º, VI, e 35 do Código de Defesa do Consumidor) e vício de qualidade do serviço (artigo 20). Também houve, ao que tudo indica, vício de informação (artigo 31).

E quando o fornecedor omite uma “informação relevante” sobre as características do serviço, como parece ter acontecido, está cometendo um crime (artigo 66), que prevê inclusive prisão de até um ano para os responsáveis. Mas alguém aí já viu um fornecedor ser preso por desrespeitar o consumidor?

Certas pessoas queridas minhas gostam de dizer como preferem as empresas privadas ao poder público. Afinal, segundo elas, se um fornecedor pisa na bola, você pode recorrer a outros. Só que, pelo que me parece, são inúmeros os exemplos de setores em que não adianta mudar. Você acaba caindo sempre nos mesmos golpes, com maiores ou menores variações. Internet e bancos são dois deles – mas isso já é assunto para outro(s) post.

No caso em questão, a única alternativa seria a Tam. Eu até acho que o serviço dela seja melhor mesmo que o da Gol. Mas ninguém me garante que, com ela, estejamos imunes a esse mesmo tipo de cagada. Por overbooking, eu já passei. Mesmo que recorrente, essa também é uma prática ilegal (artigo 35, mais uma vez).

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Uma resposta to “Gol contra… o consumidor”

  1. Rogério_AA Says:

    Opa!
    Podiam dar um dia de pausa entre as escalas… tour garantido! :)


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