Carta ao Ibi

18/12/2009

Essa é a carta que vou colocar hoje no Correio, para o caso de haver alguém aí precisando de inspiração. Também a enviei por email à ouvidoria da empresa (ouvidoria.ibi@ibi.com.br) e à assessoria de imprensa (daniel@gaspar.com.br). Será que dessa vez alguém, pelamor, poderá resolver essa palhaçada?

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Goiânia, 18 de dezembro de 2009

Para: Ibi – Escritório Central Alphaville
AC: Serviço de Atendimento ao Consumidor
Al. Rio Negro, 585, 1º andar, Ed. Padauiri, Alphaville
Barueri (SP) – 06454-000
Assunto: SPC

Prezados/as srs./sras.,

Em janeiro de 2006 estive no 23º DP da Polícia Civil do Estado de São Paulo. É o que atesta o Boletim de Ocorrência XXX/2006, datado de 30/01/06, cuja cópia envio juntamente a esta carta. O motivo de minha visita ao DP foi o fato de haver sido vítima de um furto no dia 27/01/06, em que me abstraíram, entre outros objetos, meu documento de identidade (RG) e um talão de cheques, do Banco XXXX.

Presumo que o autor desse furto seja responsável pelo débito que consta em meu nome para com o Banco Ibi S/A Banco Múltiplo, por isso peço que verifiquem o B.O. e retirem imediatamente meu nome do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), pois isso tem me causado diversos transtornos. Nunca tive qualquer relação de consumo (ou qualquer outra relação) com o Banco Ibi S/A Banco Múltiplo e, portanto, não devo nenhuma quantia à instituição.

Sugiro também que o Banco Ibi S/A Banco Múltiplo atue de forma um pouco mais séria, por exemplo exigindo mais documentos e comprovações de que o contratante de seus serviços é idôneo. Essa pode ser uma forma de evitar transtornos tanto para o próprio banco, quanto para pessoas como eu. Já tive vários problemas devido ao envio do meu nome aos chamados “registros de crédito”. Espero que eles cessem, a partir do envio desta comunicação. Já tentei diversas outras comunicações com o Ibi, sem sucesso.

Em 15 dias a partir da data desta correspondência, meu nome deve estar fora do SPC. Caso isso não ocorra, recorrerei aos meios administrativos e judiciais.

Obrigada pela atenção.

Elisa Almeida França

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O Ibi, o SPC e eu

18/12/2009

Era uma vez… há muitos e muitos anos furtaram minha bolsa. Em pleno supermercado Sonda, na Francisco Matarazzo.

Tá, não faz tantos anos assim, foi em janeiro de 2006. Mas como o tempo é o que há de mais relativo nesse mundo, sinto que é como se fizesse.

Eu almoçava com meu querido chefe de então na área de alimentação do supermercado. As mesas eram daquelas em que um ferro emenda tudo, mesa e cadeiras, sabe? Coloquei minha bolsa no ferro, muito do meu lado, praticamente encostando em mim. Meu chefe se sentou a minha frente. Eis que, lá pelas tantas, me viro pra pegar alguma coisa. E a bolsa não estava mais lá!

Foi muito chato, é claro. Primeiro fiquei incrédula, olhei embaixo da mesa de tudo que é jeito, tentei manter a calma, mas não deu. Chorei! Demos uma volta no estacionamento e rodamos o quarteirão do supermercado de carro (pois chovia) – quem sabe o fdp não tinha jogado a bolsa por ali, depois de pegar o que havia de valor? Pra pelo menos evitar a canseira de fazer novos documentos e tal. Mas acho que o esforço era só pra nos dar a sensação de ter tentado fazer alguma coisa.

Depois tive que fazer os trâmites de cancelar celular, cartão de crédito, talão de cheques e fazer um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima. O B.O., no caso, provavelmente foi a coisa mais importante que eu fiz, orientada pelo pessoal do Idec, que era onde eu trabalhava na época.

Isso por causa do que viria depois, que é sem dúvida a maior dor de cabeça de todas: cobranças de financeiras e nome sujo nos órgãos de “proteção ao crédito”. E a mim, quem vai proteger?

O que aconteceu, presumivelmente, é que andaram usando meu RG (único documento que havia na bolsa) pra obter empréstimos e fazer compras com cartões dessas empresas que se multiplicaram no país. Fizeram dívidas de mais de mil reais!

Primeiro, foi a C&A. Depois, o Panamericano. Houve até alguma empresa cuja sede era em Recife, não me lembro qual. Só me lembro do detalhe de Recife porque queriam que eu mandasse um fax pra lá, com cópia dos meus documentos e coisas do gênero. Me recusei: a culpa por esse rolo é de vocês; por que eu haveria de fazer um interurbano e mandar cópia dos meus documentos?!

E digo que a culpa é dessas empresas de meia tigela porque são elas as permissivas ao dar crédito a pessoas inidôneas que simplesmente apresentam um ou dois documentos pra “comprovar” que não darão o cano. E por que será que essas financeiras são tão “facinhas”? Será porque elas nadam há anos nos lucros advindos dos juros altos e do estímulo para que as pessoas se endividem? Será porque esses mil reais devidos em meu nome aqui e ali já estão na contabilidade delas, e portanto não farão a menor falta?

Só sei que, até hoje, essa história não terminou. Às vésperas do furto da minha bolsa completar seu quarto aniversário.

Tive um entrevero ao alugar meu apê em São Paulo, precisei colocar minha conta de celular no nome do meu namorado, não posso dar cheque, e por aí vai. Isso tudo porque a financeira Ibi mandou meu nome pro SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e nunca mais tirou. Está lá desde abril de 2006. Aliás, o Ibi é da C&A, e confesso que talvez esse seja o registro que primeiro chegou ao meu conhecimento e que pensei, à época, haver resolvido.

Há exatamente um ano Em outubro do ano passado, tentei uma comunicação via email com o Ibi. Tudo o que eu queria era o endereço para o qual mandar uma carta com aviso de recebimento. Me informaram, enviei a correspondência e, contudo, ela retornou, um tempão depois. Tentei novamente, por email, obter um endereço correto, mas nunca obtive resposta.

Aí, sabe como é, o tempo vai passando e a gente vai deixando algumas coisas de lado. Me esqueci dessa história. Naquelas. Toda vez que ia passar um cheque, me lembrava.

E como final de ano é época de colocar algumas coisas em dia, resolvi novamente tentar resolver isso. Dessa vez, me disseram o endereço por telefone mesmo. Vou mandar exatamente a mesma carta do ano passado, com a mesma frase do final: “em 15 dias a partir da data desta correspondência, meu nome deve estar fora do SPC. Caso isso não ocorra, recorrerei aos meios administrativos e judiciais cabíveis”. E tenho dito, caramba!

Em todos os casos, foi necessário enviar junto com a carta uma cópia do B.O., para comprovar o furto. Daí sua importância.

Obs: E o SPC (diferente do que obriga o artigo 43, parágrafo segundo do Código de Defesa do Consumidor) nunca me avisou que meu nome havia ido parar em suas listas. Eu bem que poderia entrar na Justiça por danos morais.

Gente, será que isso é comum, fornecedor que não quer receber os pagamentos atrasados?! Foi isso que aconteceu com a Unimed Paulistana. Meu namorado era cliente e ficou dois meses sem pagar. Ele, inclusive, fez consultas e exames no período. Mas como estávamos em pleno período de mudança de casa, cidade, tudo… acabou se esquecendo dessas contas.

Ligou lá na Unimed pra informar que pretendia efetuar o pagamento e a resposta que deram foi a seguinte: como ele não pagava havia mais de 60 dias, o plano foi automaticamente cancelado e ele não precisava pagar as mensalidades em atraso.

Quando ele me contou, achei tudo muito estranho e sugeri que ligasse de novo, pra falar com outra atendente. Afinal, não há coisa mais comum do que cada funcionário de SAC (serviço de atendimento ao consumidor) falar uma coisa diferente. E do que funcionário de SAC mal informado.

Telefonou de novo e ouviu a mesma coisa, até a parte em que eles garantiam que não enviariam o nome do namorado pros serviços de proteção ao crédito.

Só que estava era bom demais pra ser verdade. Resolvi consultar a opinião da minha ex-colega de trabalho Daniela Trettel, advogada que há anos acompanha o setor de planos de saúde no Idec. Ela também achou bem estranho! E fez uma recomendação: que exigíssemos da Unimed uma declaração por escrito de que não havia débitos pendentes. É uma forma de o consumidor se resguardar. Vai saber se daqui a uns meses ou mesmo anos os infelizes não resolvem cobrá-lo?

Ela também falou que se ele não quisesse cancelar, poderia exigir que o plano fosse mantido. Eles só poderiam ter cancelado, após os 60 dias de inadimplência, caso houvessem notificado o namorado previamente. O que não ocorreu. Isso está garantido pela Lei de Planos de Saúde (9.656/98) – saiba mais clicando aqui.

Será que a empresa, ao não cobrar os atrasos, estava era tentando “compensar” a ilegalidade cometida? Eu, hein.

Então é isso. Vamos mandar uma carta com AR (aviso de recebimento) e aguardar a resposta da Unimed.

Em dias de COP-15, aquela discussão sobre as mudanças climáticas que começou hoje em Copenhague (Dinamarca), não dá pra passar batido. Há quem acredite que o Protocolo de Kioto já não vá mais a lugar algum, há aqueles que botam uma fé que o tratado ainda pode trazer alguma mudança positiva, no que diz respeito aos compromissos de cada país de reduzirem suas emissões de gases de efeito estufa. Só o fato de Copenhague estar superlotada já pode ser um bom sinal.

Confesso que não sou, assim, muito otimista. Mas estou pagando pra ver. Até porque houve muitos anúncios extremamente relevantes nas últimas semanas, como os sinais finalmente vindos dos EUA e da China, de longe os maiores emissores de gás carbônico do mundo. O Brasil também fica aí dando  uma de limpinho, com tanta energia suja das termoelétricas sendo geradas ou a caminho de, e com tanta festa pelo pré-sal, coisa da velha Idade do Petróleo. Mas também é importante o fato de ter anunciado suas “metas voluntárias” de redução de emissões.

Agora… a Annie Leonard, do esplêndido filme virtual História das Coisas (Story of Stuff), resolveu falar de algo que eu ouvi pouca gente falar, ou pelo menos com essa ênfase e essa clareza. O mercado de carbono não é nenhuma panaceia, aliás é bem o oposto de uma solução real para o aquecimento da Terra. Em resumo, com ele, uns deixam de poluir e com isso podem vender seus créditos de carbono para quem queira, justamente, poluir. Portanto, não resolve em nada as emissões, só muda o sujeito da oração.

Na verdade, é um tema bem complexo, no qual prefiro não tentar me aprofundar aqui antes de dar uma estudada melhor. Como não deu pra eu fazer isso e a COP já chegou, resolvi postar sobre o novo filme da Annie Leonard mesmo assim.

Há alguns empecilhos: o filme é em inglês (não achei nenhuma versão com legendas em português), as informações são um pouco complexas (embora explicadas tão didaticamente) e a mulher fala pra caramba. Vai encarar? Totalmente recomendado, nem preciso dizer.

*Em tempo, a revista digital Envolverde, especializada em meio ambiente, está com uma cobertura especial da COP-15.

*Outra visita que recomendo muito é à excelente revista Página 22, que também está cobrindo a conferência.

É isso aí, depois do meu email do dia 02/12, eles responderam no mesmo dia. Propuseram que eu recusasse a entrega, quando o produto chegasse. E fizesse uma nova compra, selecionando o modo mais rápido de envio. Eles devolveriam o valor da primeira compra e descontariam o do despacho da segunda.

Achei meio complicado isso de recusar a entrega, já que nem sempre estou em casa e tampouco tenho tanto controle sobre o trabalho dos porteiros do meu prédio. Eu poderia até pedir pra eles, mas vai que se esqueciam, na hora do vamos ver. Preferi não me comprometer com isso. Sugeri que a própria Amazon resolvesse a “questã” com seu entregador, afinal o problema é entre eles, né?

Na mensagem seguinte, a empresa informou que JÁ tinha feito a devolução do meu dinheiro! Agora é só aguardar (segundo a Amazon, cerca de 10 dias) até que isso apareça na fatura do meu cartão de crédito.

Preferi não tentar comprar o produto de novo, mesmo que digam que vão pagar o envio. Vai que essa parte não funciona tão bem?

O importante é ver que, eventualmente, nos deparamos com fornecedores que não deixam o consumidor na mão. Dingobéus!

Essa é boa…

Resolvi comprar um presente de Natal na Amazon. Já sabia que estava meio em cima da hora, mas decidi ver o que seria possível.

Na hora de pagar, primeiro selecionei a opção mais barata de envio do produto, que custaria 9 dólares. Porém, um aviso de que, com essa tarifa, o presente só chegaria depois do Natal, mudei. Selecionei o envio um pouco mais rápido (rapidez “intermediária”), de 20 dólares. Super caro, quase 70% o valor do próprio presente. Mesmo assim valia a pena em relação ao preço do artigo no Brasil, por isso segui em frente.

Na hora de finalizar a compra, fui informada: a previsão de despacho era praquele dia mesmo, 30/11, e a previsão de chegada, 24/12. Nos 45 do segundo tempo, mas mesmo assim decidi ter fé.

Eis que ontem, dia 2/12, recebi um email confirmando o despacho e informando que a chegada do produto estava prevista pro dia 28/12! Confesso que não fiquei assim tão surpresa, embora nunca tenha tido problemas com a Amazon. Só que isso não desconfigura a sacanagem, já que, se fosse pra receber depois do Natal, eu teria optado por pagar 9 dólares, e não 20. Ou, mais precisamente, eu teria escolhido não comprar.

Mandei um email. Pedi meu dinheiro de volta, caso não seja possível entregar até 24/12.

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