Mercado de carbono não resolve nada

07/12/2009

Em dias de COP-15, aquela discussão sobre as mudanças climáticas que começou hoje em Copenhague (Dinamarca), não dá pra passar batido. Há quem acredite que o Protocolo de Kioto já não vá mais a lugar algum, há aqueles que botam uma fé que o tratado ainda pode trazer alguma mudança positiva, no que diz respeito aos compromissos de cada país de reduzirem suas emissões de gases de efeito estufa. Só o fato de Copenhague estar superlotada já pode ser um bom sinal.

Confesso que não sou, assim, muito otimista. Mas estou pagando pra ver. Até porque houve muitos anúncios extremamente relevantes nas últimas semanas, como os sinais finalmente vindos dos EUA e da China, de longe os maiores emissores de gás carbônico do mundo. O Brasil também fica aí dando  uma de limpinho, com tanta energia suja das termoelétricas sendo geradas ou a caminho de, e com tanta festa pelo pré-sal, coisa da velha Idade do Petróleo. Mas também é importante o fato de ter anunciado suas “metas voluntárias” de redução de emissões.

Agora… a Annie Leonard, do esplêndido filme virtual História das Coisas (Story of Stuff), resolveu falar de algo que eu ouvi pouca gente falar, ou pelo menos com essa ênfase e essa clareza. O mercado de carbono não é nenhuma panaceia, aliás é bem o oposto de uma solução real para o aquecimento da Terra. Em resumo, com ele, uns deixam de poluir e com isso podem vender seus créditos de carbono para quem queira, justamente, poluir. Portanto, não resolve em nada as emissões, só muda o sujeito da oração.

Na verdade, é um tema bem complexo, no qual prefiro não tentar me aprofundar aqui antes de dar uma estudada melhor. Como não deu pra eu fazer isso e a COP já chegou, resolvi postar sobre o novo filme da Annie Leonard mesmo assim.

Há alguns empecilhos: o filme é em inglês (não achei nenhuma versão com legendas em português), as informações são um pouco complexas (embora explicadas tão didaticamente) e a mulher fala pra caramba. Vai encarar? Totalmente recomendado, nem preciso dizer.

*Em tempo, a revista digital Envolverde, especializada em meio ambiente, está com uma cobertura especial da COP-15.

*Outra visita que recomendo muito é à excelente revista Página 22, que também está cobrindo a conferência.

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