O Ibi e a prisioneira de Azkaban

20/01/2010

*suspiro*

O AR (aviso de recebimento) da carta que eu havia mandado pro Ibi só chegou pra mim hoje. Lembrando que o AR serve para comprovar que você enviou uma correspondência àquele destinatário e que o dito cujo a recebeu. Isso porque, quando a carta chega, a pessoa que a recebe tem que assinar o AR. Que volta pra você e serve como prova do contato, caso seja preciso recorrer ao Procon ou à Justiça.

Mas há vários dias, mais especificamente no quinto dia do ano, a ouvidoria do Ibi já tinha me ligado, pois tinha recebido meu email informando sobre a carta. O funcionário me pediu que enviasse, por fax ou email, nada menos que:
-uma cópia do CPF;
-uma cópia do RG;
-uma cópia do boletim de ocorrência do furto;
-uma carta de contestação de próprio punho, assinada três vezes, dizendo que nunca fui cliente do Ibi nem tive qualquer cartão da empresa;
-um comprovante de endereço de fevereiro de 2006 (época em que foi contraída a dívida que não é minha).

Mesmo assim, eu respondi que ok, pretendia mandar tudo naquela terça-feira mesmo.

Quando cheguei em casa e ia começar a ver isso, me ocorreu: por que é que eu, que não tenho nada a ver com a causa desse problema que a Ibi resolveu pôr na minha vida, tenho que me dar a esse trabalho? Mas o mais grave é: por que é que eu teria algum motivo para confiar nessa empresa? Por que é que eu confiaria que essa empresa não pegará meus documentos e não me causará mais problemas? Não tenho nenhuma razão pra isso!

Mandei um email explicando a situação, e anexei uma cópia do B.O.. Já o tinha enviado com a carta, mas aparentemente a ouvidoria não teve acesso a ela.

O mesmo funcionário me ligou alguns dias depois, repetindo roboticamente que eu precisaria enviar “uma cópia do CPF, uma cópia do RG, uma carta…”. Pára* tudo, não precisa ficar repetindo. Perguntei se haveria outra forma de resolver a pendenga, pois eu não estava disposta a confiar todos esses documentos e dados meus ao Ibi. Ele falou que não. E eu respondi que, nesse caso, resolveríamos o problema na Justiça.

É nisso que estou nos últimos dias. Já escrevi meu relato, que não precisa ser em forma de ação judicial quando se recorre ao Juizado Especial Cível (JEC, antigo Pequenas Causas) e a causa é de até 20 salários mínimos. Aliás, o consumidor não precisa nem mesmo escrever, basta com que conte a história para o funcionário da secretaria do JEC. Para causas com esse limite de valor, não é necessário advogado.

Agora preciso obter um documento do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e do Serasa, que registre a negativação do meu CPF, para anexar à ação. Também devo anexar o B.O..

Outro absurdo nessa história toda é que, mesmo embora eu esteja contestando a existência da dívida, o Ibi não retirou meu nome do Serasa.

*Abaixo a reforma ortográfica!

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3 Respostas to “O Ibi e a prisioneira de Azkaban”

  1. Camilinha Says:

    Não é bom mesmo mandar cópia desses documentos pra eles. No meu caso, se as empresas (Fininvest e Taií) tivessem cópias dos meus documentos acho que seria bom pra eles, mas nem isso eles tinham… Deram empréstimo sem ter cópia dos documentos!
    Tem que entrar mesmo com a ação, se todo mundo entrasse e reclamasse desse tipo de coisa eles iam ter que mudar de atitude.


  2. Sempre me pego com uma vontade de rir e gritar ao mesmo tempo qdo leio seus posts, amiga Elisa… Tu és uma ‘pândega’, guria! Bota a boca no trombone mesmo, sempre me inspiro com teus relatos. Saudades! Bjos!!


  3. […] cheguei ao JEC – pra resolver aquelas pendências de nome sujo nos cadastros de proteção ao crédito, lembra? Mas, em algum lugar lá no fundo, algo me dizia que, como sempre, por um azar ou pela dificuldade […]


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