O Slow Food e a diversidade, em Brasília

18/03/2010

No supermercado, o normal é encontrarmos apenas o limão Tahiti – que, segundo a revista Mundo Estranho, é na realidade um tipo ácido de lima. É aquele bem verde, que corresponde a 90% dos “limões” cultivados no Brasil.

Já na feira, eventualmente nos deparamos também com o limão galego (que, da mesma forma, seria uma lima ácida) e o limão cravo – aquele de casca e polpa laranja, feinho mas muito gostoso. E só. Pelo menos, no momento, não me lembro de mais nenhum.

Eu nunca tinha visto esse limão da foto. Seu nome é “limão imperial”, segundo o dono do viveiro onde minha mãe comprou a muda. Esse veio da fazenda e não é o único cítrico diferente no pomar. Muito menos em outras partes do Brasil ou do globo. Novamente de acordo com a Mundo Estranho, há mais de 100 espécies no planeta. Só que, com tanta homogeneidade nas prateleiras, não me surpreenderia se alguém dissesse que existem limões correndo o risco de se extinguir.

Entre as propostas do Slow Food, movimento internacional de “ecogastronomia”, está justamente a preservação da diversidade dos alimentos. Para tratar desse e de muitos outros assuntos, como o papel do consumidor e a educação alimentar, além de divulgar produtos de todas as regiões do país, a associação realizará a partir de amanhã (19/03), em Brasília, o II Terra Madre Brasil. Veja a programação completa clicando aqui.

Das 18h às 22h, o evento é aberto ao público, com a Feira da Identidade Alimentar – que vai até domingo (21/03). Em nove estandes, poderemos ver, segundo a divulgação, o trabalho de vários pequenos produtores. Entre eles, pescadores de piracuí de Tamuá, quilombolas que fabricam a marmelada de Santa Luzia, produtores de beiju de coco babaçu molhado, indígenas produtores do guaraná Sateré Mawé, catadores de aratu (um tipo de caranguejo)… e por aí vai. Uma delícia, cheio de novidades para os olhos e o paladar.

A entrada é franca e o local é o Complexo Cultural da Funarte, que fica no Eixo Monumental, setor de Divulgação Cultural lote 2, Brasília, DF. A programação do II Terra Madre Brasil se encerra na segunda (22/03).

Para mais informação sobre o II Terra Madre, clique aqui. E acompanhe este blog!

Anúncios

3 Respostas to “O Slow Food e a diversidade, em Brasília”

  1. Ana Maria Says:

    Hummmmm, esse limão é uma delícia. Mais cheiroso não tem. Tem a casca fininha e muito suco. Adoro ele!


  2. […] oficial da rede do Brasil. Já tem muita notícia pela internet, nos jornais. Um blog parceiro, o Nós Consumimos da Elisa França, será atualizado com frequencia, com notícias do encontro. Talvez eu faça o […]


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: