Um bom pedaço de Terra (Madre)

20/03/2010

Só me dei conta agora, pois se tivesse pensado nisso antes, teria perguntado se as outras pessoas sentiram o mesmo.

Quem me conhece sabe que como muito lentamente, e não é por opção. Simplesmente não consigo comer rápido, normalmente. Mas com tanta coisa legal acontecendo na programação do Terra Madre – que muitas vezes se extende para além do horário programado – somada à ansiedade de conseguir participar de tudo (mera ilusão)… me peguei comendo rápido no almoço! Bem estranho, ainda mais num evento promovido pelo Slow Food (slow = devagar).

Mesmo sendo aquela comidinha muito gostosa feita pela Gastromotiva – que é bem mais que um bufê, é uma escola que capacita jovens para entrarem no mercado de trabalho gastronômico. Ainda não sei muito mais, mas pretendo resolver isso entrevistando, se possível amanhã, o chefe de cozinha David Hertz, responsável pela iniciativa.

Também fui embora no papo com os produtores da Feira da Identidade Alimentar. Primeiro, com o pessoal do Reca (projeto de Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado, desenvolvido em uma região de Rondônia próxima ao Acre), que trabalha com produtos como o óleo de andiroba e a manteiga de cupuaçu, vendidos para a Natura.

Depois, com o senhor Teobaldo, que vive no projeto de assentamento Colônia 1, no município de Padre Bernardo (GO), onde produz orgânicos. Como sua região é quase na divisa com o Distrito Federal, ele e seus companheiros mantêm fortes laços com Brasília.  Seja pelo apoio técnico da  UnB (Universidade de Brasília) e da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), seja pelo apoio de órgãos do governo, onde participam de uma feira semanal – todas as quintas-feiras, no Palácio do Desenvolvimento (prédio do Incra). A feira também acontece às terças na 505 Norte e na UnB.

E vários outros produtores. Como a senhora Rita de Cássia Bernardete (a Nona), descendente de italianos do município de Venda Nova do Imigrante (ES). Gente, é uma delícia o socol, um tipo de embutido de carne suína que ela produz.

Papos tão agradáveis e ricos… que eu perdi os dois painéis que pretendia assistir!

No “Cada fruto no seu tempo – a importância da sazonalidade na valorização dos produtos do Cerrado”, pelo menos deu pra pegar o finalzinho e, melhor ainda, degustar produtos bem gostosos – como o suco de mangaba, a broa com tempero (?) de pequi, o bolo de banana com jatobá. Hmmmm!

Depois disso, já não aguentava ficar em pé. Vim embora para o hotel e acho que não consigo mais sair daqui hoje!

PORÉM…
Aliás, uma das razões porque eu já estava muito cansada de ficar em pé é que não há lugares para se sentar no local do evento (Complexo Cultural Funarte, aqui em Brasília). Organizaram um canto com alguns poucos sofás, bem fora de  mão. E assim, se você não está assistindo a uma palestra ou painel de discussão, onde há cadeiras (desconfortáveis) de sobra, não tem outra opção senão ficar em pé mesmo. Ou se sentar na grama, mas como havia chovido…

Meu outro bode é com os banheiros. Banheiro químico, pra mim, é o fim da picada. O negócio já está fedendo antes mesmo de ser usado, vira um forno sob o sol, não tem lugar para pendurar a bolsa, e é muito muito desconfortável. Sério, eu quase mijei no meu pé. Não averiguei por que razão os sanitários do teatro Plínio Marcos estão interditados. Na sala Cássia Eller achei um banheiro pra usar. Mas era só um masculino e outro feminino, não vão atender aos 500 presentes. E não fui só eu quem reclamou.

É claro que isso, diante da proposta do Terra Madre, tem menos importância. Acho que as críticas servem para irmos nos aprimorando.

Até amanhã!

Leia o post anterior sobre o Terra Madre, clicando aqui.

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