Anúncio enganoso da GVT

Nossa! Muito tempo sem postar. Mas agora já estou em Goiânia e creio que logo retomo o ritmo. Até porque, como requer minha nova casa, este acaba sendo um momento de mais compras que o normal (chuveiros, lâmpadas, luminárias…) e mais contratações que o usual (internet, telefone, eletricista…). Diante disso, nada mais natural (infelizmente) que outra coisa aumente: o desrespeito aos meus direitos como consumidora.

Para contratar uma internet banda larga, diferente do que eu esperava, está sendo necessário um esforço e tanto. A Net, por exemplo. Primeiro liguei para uma representante da empresa em Goiânia. A funcionária me informou que eu teria de pagar uma “taxa de adesão” de R$ 40, e que o meu bairro tem, sim, a cobertura do serviço.

Resolvi ligar, em seguida, para o telefone nacional da Net, encontrado no site deles. Ali, me falaram outra coisa. Disseram que não há taxa de adesão para o plano que me interessa, mas que no entanto minha rua não está coberta! Meu direito à informação “adequada e clara” passou longe (artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor). Trata-se, sem dúvida, de “vício de informação” (artigo 31 e 35, CDC).

Mas o pior é o seguinte: nem a Net, nem a GVT vendem somente o serviço de internet. Isso mesmo! Elas só vendem PACOTES que incluem internet + telefone, por exemplo. Venda casada na cara dura, prática proibida pelo CDC (artigo 39, inciso I).

E eis o caso da GVT, relacionado à publicidade reproduzida acima. Eu já havia ligado para a empresa, e o valor mais baixo que me passaram foi de R$ 104 – para internet com 3 mega de velocidade mais um telefone com 300 minutos de ligações fixas. “Mas quanto custa só a internet?”, quis saber. “Não vendemos esse serviço separadamente”, me respondeu a atendente. Nem falei nada.

No mesmo dia (26/10), me deparei com o anúncio nas páginas do Popular, maior jornal local. Banda larga a R$ 49,90? Será que haviam me dado informações erradas, quando telefonei? Ou será que o anúncio tinha algum “truque”? Adivinha?!

Liguei de novo. Perguntado quanto custava a internet, o funcionário me passou o preço de R$ 104, acrescentando que o valor incluía o telefone. Quando me remeti ao anúncio, ele disse: mas é que esse preço só vale para pessoas que, justamente, assinam o telefone da GVT. E o preço é referente apenas à internet. É propaganda enganosa ou não é? É venda casada ou não é?

O artigo 37 do CDC proíbe a publicidade enganosa, classificada, no parágrafo 1º, como informação “inteira ou parcialmente falsa”, “capaz de induzir em erro o consumidor”.

Na letra pequena, no pé do anúncio, aparecem essas informações: “preço válido para adesões ao Unique ou Smart MAXX”. Não faço ideia do que sejam e, portanto, a informação, novamente, não está “adequada e clara”.

Além de tudo, eu estava de TPM, muito irritada antes mesmo de pegar o telefone. Depois de um leve bate-boca, desliguei na cara do moço, alertando que denunciaria a violação ao Procon. Desculpa aí, não consigo ser sempre educadinha.

 

P.S. A GVT repete a propaganda enganosa em seu site. Na letra pequena, lá embaixo, escreve: “clique aqui para saber o preço da banda larga sem a necessidade de adquirir um plano de voz ou um pacote de serviços GVT”. Sabe quanto custa? A mais barata, referente à velocidade de 1 mega de conexão, sai por R$ 204,50. Em suma, estão tirando com a nossa cara.

Anúncios