Vamos consumir com consciência!

22/03/2010

Assim que saí da sala do consumo consciente, lá estava Carlo Petrini, fundador do Slow

Gente, ontem foi um dia muito legal, mas nem consegui postar no blog.

Na mesa sobre “a formação do consumidor consciente”, havia várias pessoas interessantes, com projetos bacaníssimos, todas apaixonadas pelo que fazem. Aliás, essa paixão de todos dá uma energia incrível ao Terra Madre.

A Neide Rigo, nutricionista e dona do imperdível blog Come-se, que é em parte um trabalho de busca de alimentos e receitas esquecidas, diz que tem “a pretensão de fazer um inventário sobre o que temos para comer”, de preferência ao nosso redor (clique aqui). Ela disse várias outras coisas que vale a pena pôr na bagagem, mas destaco esta: nas compras no supermercado, “quanto menos embalagem você levar pra casa, provavelmente sua alimentação será mais saudável”. Embalagem significa produto industrializado, é claro.

Comprar tomates na bandeja de isopor é pior ainda – pode ser mais saudável que um pacote de bolacha, mas não faz nenhum sentido. (Essa parte é minha, mas bem poderia ser dela)

Além da Neide, falaram outras quatro pessoas. Entre elas, destaco a Joice, com um projeto incrível de educação alimentar em Batatais (SP), que inclui hortas cuidadas pelas crianças e merenda somente com frutas da época.

o Jackson, de um projeto grande de agricultura familiar orgânica chamado Agência Mandala (clique aqui), que, além de trabalhar com a capacitação de assentados da reforma agrária, faz campanhas de conscientização para “também educar a cidade”. O dono do restaurante, por exemplo, pode comprar no Ceasa direto do produtor. O atravessador cobra bem menos pelo produto, mas também pagou pouquíssimo ao produtor. Ao pagar um preço mais justo a quem trabalhou, contribui-se para a manutenção da produção.

Fora isso, houve encontros das regiões e eu me juntei à turma do Centro-Oeste, onde as pessoas puderam se conhecer, trocar ideias, pensar em problemas comuns e soluções que já tenham encontrado, e por aí foi. Com uma contribuição riquíssima da médica Clara Brandão, criadora da multimistura, dando várias dicas de aproveitamento dos alimentos da terra, de forma inclusive a deixá-los mais nutritivos (clique aqui). Escutavam-na, atentos, produtores de Pirenópolis e Corumbá (GO), e logo também a muito simpática chefe Margarida Nogueira, líder do convívio do Slow Food no Rio de Janeiro. Foi Margarida quem trouxe o movimento pro Brasil, há dez anos.

Fora isso, teve entrevista coletiva com o italiano Carlo Petrini, jornalista fundador do Slow Food; análise sensorial do gosto, oficina que deu uma apostila e um dvd pra levarmos pra casa, o que possibilita que a reproduzamos para nossos amigos; cajuína gostosinha com que o chef Ofir, de Belém (PA), me presenteou (acho que minha curiosidade funcionou, sem querer, como olho grande!); laboratório do gosto com preparo de beiju “normal” pelo seu Bené e, novamente, o chefe Ofir (que fez um beiju “moderno”, com castanha de baru e temperos diversos). Se bem que o do seu Bené também levou baru, me parece. Nessa hora eu já estava bem cansada e confesso que não consegui prestar muita atenção. Mas os beijus estavam muito saborosos!

Vou ficando por aqui. Preciso fazer o check out do hotel e ver o que está rolando no encerramento dos trabalhos, no Complexo da Funarte.

Mas, antes, conto que achei mais banheiros decentes (em vez dos famigerados químicos) e que as cadeiras não são tão desconfortáveis assim. Ruins mesmo são as da sala Cássia Eller.

No mais, tudo ótimo.

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4 Respostas to “Vamos consumir com consciência!”

  1. Carolina Says:

    Nossa, prima! Que lindo você falando de nutrição! Adorei… Essa questão de levar menos embalagens do supermercado para casa está certíssima! Tem gente que fala “eu só como isso ou aquilo (leia-se “produto altamente calórico”) porque sempre tem lá em casa”… Mas espere aí: ele vai sozinho para a sua casa??? Hahaha!

    Bjo grande!

    • rita Says:

      Puxa, estou orgulhosa de você, falou tudo.
      Continue nos presenteando com seu blog e com essa maneira gostosa de escrever que lhe é natural.

      Beijos,
      Tia Rita.


  2. […] Consumimos: – Vamos consumir com consciência! – Feira é só de dia – Um bom pedaço de Terra (Madre) – Tchau, Terra Madre! […]


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